Após ter sido apresentada a Infografia – projecto final da cadeira de Design da Comunicação Multimédia – versão maquete em FreeHand, alguns aspectos da mesma foram alvo de considerações, nomeadamente devido à possível falta de espaço para os elementos “respirarem” assim como espaçamento de linha e volume do texto.

O resultado “final” pode ser visto aqui.
Nesta infografia existem 3 hierarquias de informação diferentes: na primeira, a informação é menos relevante, mas que deixava de fazer sentido ao projecto se não lá estivesse, ou seja, é uma espécie de introdução ao tema. Trata-se da informação relativa às capacidades e limitações do Idoso. E é informação importante para o projecto porque, uma vez que a infografia serve de suporte ao site – projecto desenvolvido na cadeira de Ergonomia das Aplicações Multimédia – se trata dos motivos que me levaram a escolher aquele público alvo em particular: os idosos. Eles continuam a ter a capacidade de aprender e transmitem valores sólidos, embora continuem a ser info-excluídos pela restante sociedade.
Assim sendo, no primeiro momento da infografia, temos 2 botões que indicam essa informação: ao fazer mouse over na cabeça do ícone representativo do idoso, o utilizador tem acesso à informação relativa às capacidades do mesmo. Quando o utilizador faz mouse over na mão do mesmo ícone, tem acesso à informação relativa às dificuldades. De referir, ainda, a “mãozinha” que exemplifica / dá as instruções de como o utilizador navega pela infografia.
A segunda parte da infografia, ou seja, uma outra hierarquia de informação, é acedida pela pequena seta no canto inferior direito: ao clicar, o utilizador “salta” para um menú das doenças mais frequentes nos idosos (segundo informação do Ministério da Saúde), cujo site – projecto de EAM acima referido – se debruça. São 10 ícones, referentes a 10 patologias (com a excepção do menú “Ossos” que engloba duas patologias: a osteoporose e a osteoartrose). Nesta parte da infografia, a mesma “mãozinha” também dá instruções de como o utilizador deve aceder à informação, com recurso a um pequeno texto no centro.
A terceira hierarquia de informação é relativa a cada ícone em si, ou seja, ao clicar num ícone diferente, o utilizador tem mais informação relativa àquela patologia (sempre no contexto de infografia, ou seja, pouco recurso a texto – até porque, a informação “mais detalhada” está no respectivo site de EAM). Para sair desta hierarquia de informação, o utilizador clica na cruz do canto superior direito da caixa de texto para sair, e voltar ao menú inicial.
Quanto aos ícones, são os mesmos que os do site de EAM uma vez que esta infografia está relacionada com o mesmo projecto: existe uma concordância no design de ambas, tal como com o tom de verde do fundo das caixas de texto.
A única diferença dos ícones na infografia, é o facto de serem estáticos e não dinâmicos como no site. Esta foi uma decisão baseada em dois critérios: com todos os ícones dinâmicos a infografia (que pretende informar e não ter uma função lúdica) ficaria confusa e carregada de elementos (até porque os próprios ícones já são detalhados o suficiente). O segundo motivo prende-se com o objectivo dos próprios ícones terem movimento: no site, (cujo público alvo é específico e talvez difícil), os ícones dinâmicos têm uma função de affordance, para ajudar o próprio idoso a saber que doença se trata, enquanto que na infografia, cujo público alvo é diferente (generalizado, alfabeto, informados e sem necessidades especiais – consulta jornais online) essa necessidade não se justifica, tornando-se redundante.
Comentários e sugestões são sempre benvindos.
Ficam os votos de Bom Ano Novo
