Em 1994 foi criado o W3C – World Wide Web Consortium, um organismo focalizado no desenvolvimento, acessibilidade e interpretação estandardizada dos conteúdos publicados na Internet.
Em 1997 é criada a WAI – Web Accessibility Initiative, uma iniciativa que tem como objectivo promover a acessibilidade na Web, para cidadãos portadores de deficiência. É dentro da WAI que surgem as Directrizes para a acessibilidade do conteúdo da Web – 1.0
As 14 Directrizes são constituídas por 65 pontos de verificação, que mostram como tornar os conteúdos publicados na Web acessíveis a utilizadores comuns e utilizadores com necessidades especiais. Assim, os 65 pontos de verificação estão divididos em 3 níveis de prioridade:
- Nível de Prioridade 1: Os criadores de conteúdos Web têm que cumprir, obrigatoriamente, os pontos de nível 1. Caso contrário, um ou mais grupos de utilizadores serão impossibilitados de aceder à informação.
- Nível de Prioridade 2: Os criadores de conteúdos Web devem cumprir os pontos de nível 2. Caso contrário, um ou mais grupos de utilizadores sentirão dificuldades em aceder às informações publicadas.
- Nível de Prioridade 3: Os criadores de conteúdos Web devem satisfazer os pontos de nível. Caso contrário, um ou mais grupos de utilizadores podem ter dificuldades de acesso aos conteúdos publicados.
Em 1999 é criado o Guia de Boas Práticas para os sítios Web da Administração Pública. Este documento tem como objectivo tornar os conteúdos da Web acessíveis a todos os cidadãos, com especial atenção para os cidadãos portadores de deficiência. Assim, para efectuar uma avaliação a qualquer tipo de conteúdo publicado na Internet, são utilizadas ferramentas que permitem uma verificação automática dos pontos de verificação.
Análise Automática
O site da Função Pública seleccionado esta semana foi o site do Governo Regional da Madeira.

A ferramenta utilizada para análise automática foi o Hera.
Resultados:


Pontos correctos:
Ponto 5.4
Se uma tabela for utilizada para formatar uma página, não utilize qualquer notação de estrutura para efeitos de formatação visual.
Tabelas para maquetar: Há 34 tabelas que não usam células de cabeçalho (<th>).
Ponto 9.5Defina teclas de atalho para links importantes (incluíndo os que se encontram nos mapas de imagem client-side
), controlos de formulário, e grupos de controlos de formulários.
Atalhos de teclado: Proporcionam-se 6 atalhos de teclado (atributo “accesskey”).
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Pontos incorrectos:
- Prioridade 1 se a funcionalidade é importante e não se encontra noutro local de forma redundante e acessível; caso contrário, Prioridade 2
Ponto 8.1
Faça com que os elementos programáveis tais como scripts e applets sejam directamente acessíveis ou compatíveis com tecnologias de apoio.
Scripts: Utilizam-se eventos dependentes do dispositivo e não existem eventos redundantes.
Ponto 3.2
Crie documentos validando a notação com a gramática formal publicada.
DTD: A página NÃO se encontra validada de acordo com a gramática .
CSS: O código das folhas de estilo contém erros.
Ponto 3.3
Use folhas de estilo para controlar a disposição dos elementos na página e a forma de os apresentar.
Elementos de apresentação: Utilizam-se 2 elementos HTML para controlar a apresentação.
Propriedades de apresentação: Utilizam-se 211 atributos HTML para controlar a apresentação.
Ponto 3.4
Use unidades relativas em vez de absolutas nos valores dos atributos da linguagem de notação e valores das propriedades das folhas de estilo.
Unidades absolutas em HTML: Encontraram-se unidades absolutas nos atributos dos elementos que compõem as tabelas.
Ponto 3.5
Use os elementos cabeçalho (<H1>…<H6>) para transmitir a estrutura dos documentos e utilize-os de acordo com as especificações.
Cabeçalhos (h1-h6): Não se usam cabeçalhos.
Ponto 6.4
No caso dos scripts e dos applets, certifique-se que os eventos que o manipulam funcionam independentemente do dispositivo de entrada. (Este ponto inclui o 9.3).
Manipuladores de evento: Utilizam-se eventos dependentes do dispositivo e não existem eventos redundantes.
Ponto 9.3
No caso dos scripts, especifique manipuladores de eventos por software em vez de manipuladores de eventos dependentes de dispositivos.
Manipuladores de evento: Utilizam-se eventos dependentes do dispositivo.
Ponto 10.2
Até que os agentes do utilizador suportem associações explicitas entre os rótulos e os controlos de formulário, para todos os controlos com rótulos implicitamente associados, certifique-se que os rótulos se encontram apropriadamente posicionados.
Etiquetas: Há 4 controlos de formulário que devem levar etiquetas mas não há nenhum elemento “label”. HERA utiliza os serviços do validador do W3C para verificar a sintaxe do código hipertexto da página. Se o resultado for indefinido, utilize o icone para abrir a página do validador.
Ponto 11.2
Evite o uso de notação obsoleta das tecnologias do W3C.
Elementos obsoletos: Utilizam-se 1 elementos obsoletos em HTML 4.01.
Atributos obsoletos: Utilizam-se 225 atributos obsoletos em HTML 4.01.
Ponto 12.4
Associe explicitamente os rótulos aos respectivos controlos.
Etiquetas: Não há etiquetas para os controlos.
Ponto 4.3
Identifique o idioma principal do documento.
Idioma principal: Não se indica o idioma principal do documento.
Ponto 10.4
Até que os agentes do utilizador consigam manipular controlos vazios correctamente, inclua caracteres predefinidos de preenchimento nas caixas de edição e nas áreas de texto.
Controlos vazíos: Há 2 controlos vazios que não incluem caracteres por defeito.
Ponto 10.5
Até que os agentes do utilizador consigam distinguir links adjacentes, inclua caracteres não-linkados
, circundados por espaços, entre os links
adjacentes.
Links adjacentes: Há 20 casos de links adjacentes que não contêm caracteres imprimíveis não enlaçados entre eles.
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Pontos a verificar:
Ponto 1.1
Forneça um equivalente textual para todo o elemento não textual. Pode ser feito através do atributo “alt”, ou “longdesc” ou no conteúdo do elemento. Isto abrange: imagens, representações gráficas de texto, incluindo símbolos, regiões de mapas de imagem, animações, como é o caso dos GIFs animados, applets e objectos programados, arte ASCII, painéis/frames, programas interpretáveis, imagens utilizadas em listas como sinalizadores de pontos de enumeração, espaçadores, botões gráficos, sons (reproduzidos com ou sem interacção do utilizador), ficheiros de áudio independentes, pistas áudio de vídeo e trechos de vídeo.
Imagens: Verifique que os textos alternativos, nas 139 imagens da página, resultam adequados.
Botões gráficos: Verifique que os textos alternativos dos 1 elementos <input type=”image”> resultam adequados.
Scripts: Verifique se os 12 elementos <script> encontrados no corpo do documento requerem a utilização dos elementos <noscript> para proporcionar conteúdos alternativos.
Ponto 2.1
Certifique-se de que toda a informação transmitida com base na cor se encontra também disponível sem cor.
Cores: Verifique que não existe informação transmitida apenas pela cor.
Ponto 4.1
Identifique claramente quaisquer alterações de idioma no texto de um documento, incluindo os equivalentes textuais (caso das legendas das imagens e de outros elementos).
Mudanças de idioma: Verifique que todas as mudanças de idioma se encontram correctamente identificados. Deve valorar-se positivamente o uso de atributos como “hreflang” e “charset” para indicar o idioma e o jogo de caracteres no qual se apresentarão os conteúdos enlaçados.
Ponto 5.1
Nas tabelas de dados, identifique as linhas e as colunas que constituem os cabeçalhos.
Tabelas de dados: Há 34 tabelas com 285 células de dados e nenhuma célula de cabeçalho (<th>). Verifique se há tabelas de dados, onde deverão ser identificados correctamente os cabeçalhos.
Ponto 5.2
Nas tabelas de dados que têm dois ou mais níveis lógicos de linhas ou colunas de cabeçalhos use notação para associar células de dados e células de cabeçalhos.
Tabelas complexas: Há 34 tabelas sem células de cabeçalho. Verifique se há tabelas de dados complexas, com vários níveis lógicos de cabeçalhos, que requerem atributos para associar células de dados e de cabeçalhos.
Ponto 6.1
Organize os documentos de forma a que os mesmos sejam passíveis de serem lidos sem o uso das folhas de estilo. Quando um documento HTML é apresentado sem a folha de estilo a que está associado, deve ser, mesmo assim, possível ler o documento.
Folhas de estilo: Verifique se é possível ler o documento quando é interpretado sem as folhas de estilo associadas.
Ponto 6.3
Certifique-se que as páginas são usáveis quando scripts, applets, ou outros objectos programáveis se encontram desactivados ou não são suportados. Se isto não for possível, forneça informação equivalente numa página alternativa acessível.
Links: Verifique se a URI dos links são recursos válidos e não, por exemplo, uma função de javascript.
Scripts: Verifique que a página pode ser usada, mesmo quando se desactivam os 21 scripts.
Ponto 7.1
Evite concepções que possam provocar intermitência do ecrã, até que os agentes do utilizador possibilitem o seu controlo.
Intermitência de ecrã: Verifique que não se provocam intermitências no ecrã através de scripts ou outros elementos de programação.
Ponto 11.4
Se, depois de todos os esforços, não conseguir criar uma página acessível, forneça um link para uma página alternativa que use as tecnologias W3C na sua versão acessível, com informação equivalente (ou com as mesmas funcionalidades), que seja actualizada tantas vezes quantas as páginas inacessíveis (originais).
Páginas alternativas: Se a página não é acessível, verifique que se proporciona um link para uma página alternativa acessível.
Ponto 14.1
Use linguagem clara e o mais simples possível apropriada ao conteúdo do sítio Web.
Linguagem: Verifique que se utiliza a linguagem mais clara e fácil adequada ao conteúdo do sítio Web e perceptível pelo utilizador alvo.
Ponto 2.2
Certifique-se que as combinações das cores de fundo e do texto, fornecem um contraste suficiente quando visualizados por alguém que tenha défices de percepção de cor ou quando a mesma é visualizada num ecrã a preto e branco. (Prioridade 2 para imagens, prioridade 3 para textos).
Contraste de cores: Verifique que o contraste da cor entre fundo e primeiro plano (em textos e imagens) resulta suficiente.
Ponto 3.1
Sempre que existir uma linguagem com notação apropriada, use a notação em vez das imagens para transmitir a informação.
Imagens: Se existe uma línguagem de programação apropriada verifique que não se utilizam imagens para transmitir essa mesma informação.
Ponto 3.6
Faça uso da correcta notação para as listas (<ul>…<ol>) e para os seus pontos de enumeração (<li>).
Listas: Não se utiliza(m) listas. Certifique-se se há conteúdos da página que devam apresentar-se como uma lista de elementos.
Ponto 3.7
Use a notação correcta para citações (<Q> para citação curta e <BLOCKQUOTE> para citação longa, normalmente superior a três linhas). Não utilize a notação de citação para formatar efeitos visuais tais como tabulação/entalhe.
Citações: Na página não se utilizam elementos para identificar as citações curtas (<q> ou longas <blockquote>). Leia a página e certifique-se que não se fazem citações que devam ser marcados correctamente.
Ponto 5.3
Não deve usar tabelas para formatar páginas a não ser que a tabela faça sentido quando em formato linear. Caso contrário, se a tabela não fizer sentido, forneça um equivalente alternativo (o qual poderá ser uma versão linear).
Tabelas para maquetar: Verifique que o conteúdo das tabelas têm sentido quando se apresentam de forma linear.
Ponto 6.5
Certifique-se que o conteúdo dinâmico é acessível ou forneça uma apresentação ou página alternativa.
Scripts: Verifique que os conteúdos dinâmicos gerados pelos 21 scripts se encontram acessíveis.
Ponto 7.2
Evite concepções que possam provocar o piscar (modificação do conteúdo em intervalos constantes) do conteúdo das páginas, até que os agentes do utilizador possibilitem o seu controlo.
Flashes: Verifique que não se provocam flashes no conteúdo da página através de imagens, scripts ou outros elementos de programação. (script: 21)
Ponto 7.3
Enquanto os agentes do utilizador não permitam congelar o movimento do conteúdo, não use movimento nas páginas.
Movimentos na página: Verifique que não se provocam movimentos na página através de imagens, scripts ou outros elementos de programação. (script: 21)
Ponto 7.4
Não crie páginas de reiniciar periódicamente automáticas, até que os agentes do utilizador possibilitem interromper o processo.
Reiniciar página: Verifique se os elementos de programação se utilizam para reiniciar automaticamente a página.
Ponto 7.5
Não use a notação para redireccionar páginas automaticamente até que os agentes do utilizador disponham da capacidade para interromper o processo. Em vez disso, aconselha-se a configurar o servidor para executar esse redireccionamento.
Re-direccionamento automático: Verifique se os elementos de programação se utilizam para re-direccionar automaticamente a página.
Ponto 10.1
Não provocar o aparecimento de janelas de sobreposição ou outras, e não fazer com que a janela actual seja modificada sem que o utilizador disso seja informado, até que os agentes do utilizador tornem possível a desactivação de janelas secundárias.
Atributo “target”: Há 39 elementos com o atributo “target”. Verifique se se dá conhecimento ao utilizador quando se abrem outras janelas.
Elementos de programação: Verifique se os scripts e os elementos de programação em geral não geram novas janelas sem informar o utilizador.
Ponto 11.1
Use tecnologias W3C quando a mesma esteja disponível e seja apropriada para uma tarefa. Utilize as versões mais recentes, desde que suportadas.
Tecnologias do W3C: Utiliza-se uma versão actualizada da linguagem de hipertexto. Utilizam-se folhas de estilo em cascata. Verifique que se utilizam as tecnologías do W3C disponíveis.
Ponto 12.3
Divida grandes blocos de informação em grupos mais geríveis e apropriados.
Blocos de informação: Verifique que os blocos de informação se encontram divididos em grupos manipuláveis.
Ponto 13.1
Identifique claramente o destino de cada link.
Links: Verifique que os objetivos de cada link se encuentra claramente identificado.
Ponto 13.2
Forneça metadados para acrescentar informações semânticas às páginas e aos sítios Web.
Metadados: Verifique a utilização de elementos e propriedades que proporcionam metadados à página.
Ponto 13.3
Forneça informação sobre a organização geral do sítio Web (e.g. mapa do site, índice).
Mapa do sítio: Verifique visualmente se se oferece um índice de conteúdos ou um mapa do sítio.
Ponto 13.4
Use mecanismos de navegação de uma forma consistente.
Navegação: Verifique visualmente que os mecanismos de navegação se utilizam de forma consistente.
Ponto 4.2
Especifique por extenso cada abreviatura ou acrónimo quando da sua primeira ocorrência num documento.
Abreviaturas e acrónimos: Verifique que se define a expansão das abreviaturas e acrónimos utilizando o atributo “title”. Para além disso, deve comprovar se se indica a expansão quando aparecem pela primeira vez no documento.
Ponto 5.5
Providencie sumários para as tabelas.
Resumos das tabelas: Há 1 tabelas, nenhuma com células de cabeçalhos. Verifique que não existem tabelas de dados que requerem o atributo “summary”.
Ponto 9.4
Crie uma sequência lógica de tabs
para percorrer os links, controlos de formulários e objectos.
Ordem de tabulação: Nenhum elemento contém o atributo “tabindex”. Verifique se existe uma ordem lógica de tabulação através dos links, controlos de formulário e objectos.
Ponto 10.3
Até que os agentes do utilizador identifiquem correctamente o texto colocado lado a lado, disponibilize uma alternativa linear do texto (na página actual ou numa outra) para todas as tabelas que disponham o texto de forma paralela, ao longo dos limites das colunas.
Tabelas: Verifique se se proporciona um texto alternativo linear para todas as tabelas que apresentam o texto em colunas paralelas.
Ponto 11.3
Disponibilize a informação necessária de forma a que os utilizadores recebam os documentos de acordo com as suas preferências. Por exemplo: idioma, tipo de conteúdo, etc.
Preferências do utilizador: Verifique se se proporciona informação de forma a que os utilizadores possam receber os documentos de acordo com as suas preferências.
Ponto 13.5
Providencie barras de navegação para salientar e dar acesso aos mecanismos de navegação. De preferência faça uso de elementos de notação para listas (<ul>…<ol>) para estruturar esses mecanismos. Use CSS para lhes dar estilo.
Barras de navegação: Verifique visualmente se os elementos principais para a navegação se apresentam como uma barra de navegação.
Ponto 13.6
Agrupe links relacionados, identifique o grupo (em benefício dos agentes do utilizador) e, até que os agentes do utilizador o façam, forneça uma forma de saltar um grupo.
Links relacionados: Verifique que se agrupam os links relacionados, que se identificam os grupos e se proporcionam meios de saltar esses grupos
Ponto 13.7
Caso seja fornecida uma função de pesquisa, active diferentes tipos de pesquisa de modo a corresponderem a diferentes níveis de competências e às preferências dos utilizadores.
Funções de busca: Quando se proporcionam funções de pesquisa, verifique se se disponibilizam diferentes tipos de pesquisa para diversos níveis de categorias e preferências.
Ponto 13.8
Coloque informação diferenciada no início dos cabeçalhos, parágrafos, listas, etc.
Informação diferenciadora: Verifique que a informação diferenciadora se encontra colocada no início dos cabeçalhos, parágrafos, listas, etc.
Ponto 13.9
Providencie informação sobre colecções de documentos (i.e. documentos compostos por múltiplas páginas).
Colecções de documentos: Verifique se se proporciona informação sobre as colecções de documentos. (Há 19 elementos <link> com o atributo “rel” ou “rev”.)
Ponto 13.10
Providencie um meio de saltar por cima de múltiplas linhas em arte ASCII.
Arte ASCII: Verifique que se proporciona um meio para saltar sobre um “arte ASCII” quando éste ocupe várias linhas.
Ponto 14.2
Reforce a mensagem texto através de gráficos e/ou áudio na medida em que os mesmos facilitem a compreensão da página.
Complementos do texto: Verifique se se complementa o texto com apresentações gráficas ou sonoras.
Ponto 14.3
Crie um estilo de apresentação que seja consistente ao longo das páginas.
Apresentação: Verifique se o estilo de apresentação é consistente em todas as páginas.
Conclusão:
A verdade é que já passaram 10 anos desde que foram criadas as Directrizes para a Acessibilidade na Web, e 8 anos desde que foi redigido o Guia de Boas Práticas para os sítios Web da Administração Pública.
Na verdade, foram feitosalguns esforços para melhorar a acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência aos conteúdos publicados na Internet, principalmente aos invisuais, com ferramentas como o Jaws, um leitor de ecrã, que, pelos vistos, também já existe em castelhano; o Fire Vox, um add-on recentemente disponibilizado pelo Mozilla Firefox que também lê o ecrã, e o Opera, um browser que permite, através da desformatização das páginas, uma melhor facilidade na navegação.
Para complemento da análise automática ao site do Governo Regional da Madeira através do Hera, foi também efectuada uma análise com o Opera, utilizando o Jaws e a navegação através do teclado.
Uma experiência como estas é, na certa, catastrófica. A primeira conclusão a que cheguei foi que é mais fácil efectuar a navegação no site com a formatação. Com a página desformatada, o Jaws (quer por ser a versão demo a que tenho instalada, ou não, não lê certos conteúdos).
A solução mais eficaz para a leitura da página é mesmo CTRL + A, se bem que se perde a hierarquização da mesma.
Um outro problema com que me deparei, foi o facto de não se distinguir as categorias em que se navega, por exemplo, é complicado distinguir-se se se está num botão para um link, ou se se está num título, porque a navegação com a tecla A e a tecla D é muito confusa: por vezes não se conseguem seleccionar os links com a tecla A, mas consegue-se com a tecla D, e vice versa.