Archive for Ergonomia das Aplicações Multimédia

Testes de Utilizador com o Projecto Final

Na recta final do Projecto da cadeira de Ergonomia das Aplicações Multimédia, foram realizados testes de utilizador com o produto final quase finalizado. Apenas 1 dos 3 dos utilizadores testaram o produto final com o design melhorado – menú e as setas diferentes, dois botões adicionais: “Instruções” e “Conselhos Úteis”, mais os dois botões de controlo do som.

Os dois primeiros utilizadores do site, que o testaram ainda na fase de prototipagem, foram a D. Isabel e a D. Mabilde, que se distinguem quer pela diferença de idade entre ambas e características de utilizador: a D. Isabel tem entre 50 a 55 anos e está, à pouco tempo, a ter contacto com o computador, e a aprender a “mexer”, enquanto que a D. Mabilde está na faixa dos 70 aos 75 anos, e nunca usou um computador, nem nunca mexeu com o rato (o que explica a discrepância nos resultados dos testes).

D. Isabel

D.Isabel

A D. Isabel, no geral, não teve problemas com a navegação. Os comentários depreciativos proferidos pela mesma durante o teste foram direccionados ao “rato” que era diferente do seu, daí ter demorado mais tempo, em algumas das tarefas. O único erro que a D. Isabel deu foi por mera confusão entre a designação “Doença de Alzheimer” e “Doença de Parkinson”.

D. Mabilde

O teste de utilizador com a D. Mabilde foi, concerteza, o mais difícil de realizar.

Mais do que o design de interacção, verificou-se uma total inadaptação com o hardware, nomeadamente o “rato”, a este público alvo, já por si, complexo.

As teclas de scroll e botão do lado direito do rato provocam confusão e atrapalham o utilizador na navegação, uma vez que, não estando habituada, a D. Mabilde clicava, constantemente (sem querer) no scroll e botão do lado direito do rato.

Aliás, os próprios tempos da D. Mabilde revelam que, por causa desta falta de habituação do rato, a interacção foi mais difícil, demorando muito tempo com cada tarefa. Na verdade, a D. Mabilde errou apenas uma vez na 4ª tarefa, por partir do princípio que a doença “Enfisema e Bronquite Crónica” estaria no menú representado pelo ícone dos pulmões.

Também se verificou que a tarefa de encontrar o menú de “Conselhos Úteis” da “Doença de Parkinson” foi aquele em que a D. Mabilde demorou mais tempo, não só devido à desadaptação com o rato, mas também por ser um menú que seria acedido com mais cliques (caminho longo)

Após ter realizado estes primeiros testes de utilizador, cheguei às seguintes conclusões:

  • Seria necessário fazer uma introdução ao site, com instruções de navegação;
  • Seria necessário colocar um botão que indicasse o caminho mais curto para cada menú (de cada doença, respectivamente) de “Conselhos Úteis”, visto que foi a área que mais interessou a D. Mabilde;
  • O cursor personalizado que havia sido feito na esperança de facilitar a visibilidade do cursor revelou-se uma má ideia: é mais lento e “cola-se” nas bordas do site e não apresenta feedback diferente quando encontra um botão.

Partindo destas conclusões, algumas mudanças foram efectuadas no site, nomeadamente a implementação de uma introdução (que já havia sido pensada desde o início, mas com a “novidade” das instruções da navegação”), botão para voltar a ver as instruções, botão directamente para a área dos conselhos úteis de cada menú: o ícone da enfermeira foi reaproveitado; setas com design melhorado (maiores e integradas no design do site); integração dos círculos dos menús no design do site e implementação de som, assim como com dois botões (play e stop) sempre que necessário.

Assim sendo, testou-se novamente o site, desta vez com a D. Cecília, que, à semelhança da D. Mabilde, nunca havia utilizado um computador, e se encontra na faixa etária dos 55 aos 60 anos.

D. Cecília

As conclusões tiradas com o teste de utilizador com a D. Cecília são semelhantes às conclusões tiradas com o teste de utilizador da D. Mabilde.

A interacção com o próprio “rato” torna a navegação complicada, contribuindo, infelizmente, para o grande tempo despendido para a realização de cada função.

Concluiu-se que o utilizador, à medida que ouve a leitura do texto, acompanha com a leitura, nunca recorrendo aos botões de stop. Também se concluiu (e após terem sido realizadas as tarefas) que a D. Cecília se habituou à interacção, resolvendo ficar mais tempo a navegar no site, mesmo após terminado o teste (tal como havia acontecido com a D. Mabilde).

O “atalho” criado para os “Conselhos Úteis” também veio beneficiar a navegação, uma vez que o utilizador nunca decidiu ir pelo caminho mais longo sempre que solicitada a tarefa de encontrar o menú de “Conselhos Úteis”.

Apresentação PowerpointApresentação Powerpoint

DSAI 2007 – Software Development for Enhancing Accessibility and Fighting Info-exclusion

As 2ªs Jornadas sobre Desenvolvimento de Software para melhoria de Acessibilidade e combate à Info-exclusão ( DSAI 07 ) teve lugar na Universidade de Trás os Montes e Alto Douro nos passados dias 8 e 9 de Novembro, no âmbito da comemoração internacional do Dia Mundial da Usabilidade.

World Usability Day

O primeiro dia das jornadas teve início com a sessão plenária dada pelo Prof. Leontios J. Hadjileontiadi, da Aristotle University of Thessaloniki, acerca do papel do “biofeedback” nas aplicações do dia-a-dia para pessoas incapacitadas.

O projecto apresentado pelo Prof. Hadjileontiadi consiste num software designado por Noesis, um sistema que permite aos pais saber e monitorizar o comportamento emocional dos filhos: através dum score, os pais, professores e/ou orientadores monitorizam o grau de dificuldade e nível de ajuda necessária no processo de aprendizagem. Isto porque, segundo a pesquisa realizada pelo Prof. Hadjileontiadi, o nível de emoções no processo de aprendizagem pode ser revelado (e determinante) no processo educativo.

  • Workshop 4

Usability/Accessibility of Mobile Comunication/Navigation Devices

O que foi apresentado no workshop 4 foi um conjunto de pequenas demonstrações de como o Design pode, efectivamente, melhorar o quotidiano das pessoas, numa perspectiva global: Design para Todos!

Através de diferentes meios (som, voz, imagem estática e dinâmica) pode-se transmitir ideias e informação do mais baixo ao mais alto nível. O que se pretende é transmitir informação a pessoas com capacidades sensoriais reduzidas.

O Desafio: Como é que os dispositivos móveis podem ser usados para se aceder a outro tipo de informação?

A resposta está na interacção através da imagem e som.

N Drive – Navigation System

O N Drive Navigation System é um produto 100% nacional, e ganhou um certo respeito (assim o digo), por ter sido um presente oferecido ao rei Juan Carlos de Espanha, pelo nosso Presidente da República.

O N Drive é um sistema de navegação composto por uma componente de mapa, mais informação descritiva dos pontos de interesse, mais roteamento e diferentes opções e ainda informação dinâmica (actualizável e em desenvolvimento). O sistema conta ainda com advanced features, como envio de sms relativamente à localização e avisos de segurança de limites e localização de radares.

Os objectivos a atingir do sistema passam pela introdução de foto realismo, 3D e interacção entre os utilizadores.

O N Drive está à venda no mercado a partir de 40€, e a versão 3 sai já no ano que vem.

LBMS – Location Based Mobile Services

Os Location Based Mobile Services são serviços desenvolvidos e distribuídos por uma rede Wireless e pelos seus parceiros que dão informação específica a uma localização. A vantagem é que os utilizadores não têm que especificar o código postal ou outro tipo de identificação do local onde estão para usarem os LBMS.

Os LBMS permitem uma maior aproximação com a realidade: “The World is 3D”. Com este tipo de serviços, mais do que um GPS, os utilizadores podem ver, nos seus dispositivos móveis, importantes edifícios em 3D, com elevado nível de detalhe, terrenos (o relevo muito ou pouco acidentado, serras, etc) e imagem aérea.

Os Location Based Mobile Services pretendem aliar, através do 3D, a usabilidade e a acessibilidade dos serviços.

Mas, o projecto enfrenta algumas dificuldades, nomeadamente o elevado nível de complexidade e dimensão, o que implica repercussões a nível de custos, etc. A solução passa, então, por pegar na informação já existente e passar para 3D com algum detalhe e realista. Pretende-se usar sistemas geospaciais e aumentar a representação da realidade (realidade aumentada)

AUI – Auditory User Interfaces: The Use of Non-Speech Audio at the Interface

AUI

O uso das Interfaces é feito através do som: transmitir a informação visula através do som e dos dispositivos de exposição.

O diagrama acima apresentado é retirado de uma apresentação do Professor Martin Kaltenbrunner do

Music Technology Group, Audiovisual Institute da Universitat Pompeu Fabra, Barcelona, que encontrei após ter realizado alguma pesquisa sobre AUI. (O PDF pode ser descarregado aqui). Ele representa o Human-computer Interaction: diálogo com o sistema -> interacção visual + auditiva, ou seja o sistema responde (feedback) às tarefas que o utilizador propõe, através da Interface, que por sua vez utiliza o som.

De acordo com a apresentação feita na DSAI 07 pelo Professor Bruno Giesteira (FBA-UP), a interacção com o sistema através do som obedece à Teoria da Gestalt, uma vez que há uma integração das partes (sistema e utilizador) em oposição à soma do “todo”, já que é necessário que se faça uma contextualização das características do utilizador (deficiências e/ou défices devido à idade).

Os Earcones são os ícones comuns de uma aplicação, inseridas neste contexto: “ícones em som” que, de acordo com determinada tarefa, emitem sons característicos, como por exemplo a fechar uma janela, a “clicar” num botão, etc. Estes Earcones podem, também, representar emoções, tais como foram apresentadas no Workshop: sons “pesados” para representar a fúria, sons mais “cristalinos” para representar a ternura. (Emotional Music, Roberto Bresin)

O Emackspeak, o Audio Desktop de T.V. Raman, é um exemplo de uma aplicação que utiliza Earcones (os ícones auditivos). E a expressão utilizada pelo próprio T.V. Raman acaba por resumir a ideia do uso do Auditory User Interface: “On the Internet, no one knows you’re not a dog! Nor even if you’re still the same dog!”, que eu, pessoalmente, interpreto como sendo a impossibilidade de na Internet, se distinguir as identidades de cada um, mas que cada som é distinto e transmite ideias também diferentes.

A apresentação na DSAI 07 teve como base o “Overview of the KTH rule system for musical performance”, um estudo realizado por Anders Friberg, Roberto Bresin, e Johan Sundberg da KTH – The Royal Institute of Technology, Estocolmo e que pode ser descarregado aqui.

Workshop no CERTIC – Centro de Engenharia de Reabilitação em Tecnologias de Informação e Comunicação

Foi, sem dúvida, uma das melhores experiências da DSAI 07.

No CERTIC pôde-se ver, tocar e experimentar objectos concebidos para minimizar e encurtar a distância entre um ser humano fisicamente incapacitado e um computador.

Testamos o site do E-learning Café com o recurso a diferentes mecanismos que permitem a navegação na Web sem uso do rato.

Aquele que mais me impressionou, quer pela sua simplicidade, eficácia e sobretudo acessibilidade relativamente ao preço (porque como sabemos, as pessoas incapacitadas têm elevados custos na manutenção da sua saúde e qualidade de vida, ainda que mínima), foi a combinação de uma simples e comum webcam com o software Mouse Click (disponível para download gratuito na web), que reconhece as linhas do rosto do utilizador e permite mover o cursor do rato através do movimento da cabeça. Ao utilizar um teclado de ecrã, o utilizador pode, embora possa demorar mais tempo a realizar uma tarefa, navegar pelas diferentes páginas de um site, e escrever texto, sem recurso ao rato normal. O inconveniente, para além do tempo dispendido que, com a prática, é possível tornar-se um problema ultrapassável, são os constantes movimentos com o pescoço, que ao longo de muito tempo, tal como vimos com a Luciana, a colega que testou o site com este software, cansa e “mói” o utilizador.

Um outro mecanismo semelhante no modo de uso ao Mouse Click é o Tracker, uma espécie de webcam mais sofisticada (e cara), que, a partir de infravermelhos, reconhece um pequeno autocolante que o utilizador cola a meio da testa, e que funciona como o anterior: o cursor do rato move-se conforme os movimentos da cabeça do utilizador.

Outros dos mecanismos que usamos para testar o site do E-learning Café foi o Apontador de Cabeça, um Leitor da Íris e um Leitor de Código Morse. (ver fotos em anexo no fim do artigo)

As conclusões a que se chegou relativamente à usabilidade e acessibilidade do site foram as seguintes:

  • Pouca Visibilidade do Estado do Sistema (ícones/botões pouco visíveis, separadores muito pequenos e pouco legíveis);
  • No fórum, quando o utilizador se engana, por exemplo, no código de introdução da mensagem, o sistema indica erro, pede para tentar de novo, mas não é apresentado nenhum botão de back, ou seja, o utilizador tem de usar o botão de back no browser, e quando isso acontece, todos os dados introduzidos no formulário são apagados.
  • Na main page, o texto escrito nos separadores aparece na vertical da esquerda para a direita, quando o senso comum do utilizador é virar a cabeça para ler na vertical da esquerda para a direita; Para além disso, se o utilizador usar um dos mecanismos acima apresentados no que respeita à navegação, tem de mover a cabeça para mover o rato, o que se torna um problema se ao ler cada separador deste site tem, obrigatoriamente, de virar a cabeça para ler.

O Convívio:

O ambiente no grupo durante estes 2 dias foi muito bom, e fomos muito bem recebidos na cidade de Vila Real, como é, aliás, uma característica do povo transmontano. Para que não conhecia a UTAD (eu por exemplo), saímos cheios de inveja daquelas instalações, das baguetes do bar do pavilhão de geociências e principalmente do sumo de laranja :D

Matámos saudades do frio, já que o Outono tardou a chegar ao Porto, a Luciana ficou a conhecer Decapitated (a banda), eu vi Azevinho do verdadeiro pela primeira vez, o Professor Bruno confirma-se: é designer e não arquitecto, ficámos a saber que o Teatro de Vila Real é um dos melhores do país, e que tem uma parede que abre para as pessoas assistirem aos espectáculos cá fora, descobrimos também que cabem 4 ou mais pessoas num Smart e que é possível nos perdermos na UTAD.

Para concluir, ficam algumas das fotos:

Filipa testa Apontador de Cabeça

Leitor da Íris
Alfabeto Braille
Luciana testa Head Mouse
Um Smart é espaçoso
Azevinho!!
Ainda o sono…
Pequeno Almoço II
Pequeno Almoço
Também trabalhamos…

:D

Análise Automática (Hera) e Manual do site do Governo Regional da Madeira

Em 1994 foi criado o W3C – World Wide Web Consortium, um organismo focalizado no desenvolvimento, acessibilidade e interpretação estandardizada dos conteúdos publicados na Internet.

Em 1997 é criada a WAI – Web Accessibility Initiative, uma iniciativa que tem como objectivo promover a acessibilidade na Web, para cidadãos portadores de deficiência. É dentro da WAI que surgem as Directrizes para a acessibilidade do conteúdo da Web – 1.0

As 14 Directrizes são constituídas por 65 pontos de verificação, que mostram como tornar os conteúdos publicados na Web acessíveis a utilizadores comuns e utilizadores com necessidades especiais. Assim, os 65 pontos de verificação estão divididos em 3 níveis de prioridade:

  • Nível de Prioridade 1: Os criadores de conteúdos Web têm que cumprir, obrigatoriamente, os pontos de nível 1. Caso contrário, um ou mais grupos de utilizadores serão impossibilitados de aceder à informação.
  • Nível de Prioridade 2: Os criadores de conteúdos Web devem cumprir os pontos de nível 2. Caso contrário, um ou mais grupos de utilizadores sentirão dificuldades em aceder às informações publicadas.
  • Nível de Prioridade 3: Os criadores de conteúdos Web devem satisfazer os pontos de nível. Caso contrário, um ou mais grupos de utilizadores podem ter dificuldades de acesso aos conteúdos publicados.

Em 1999 é criado o Guia de Boas Práticas para os sítios Web da Administração Pública. Este documento tem como objectivo tornar os conteúdos da Web acessíveis a todos os cidadãos, com especial atenção para os cidadãos portadores de deficiência. Assim, para efectuar uma avaliação a qualquer tipo de conteúdo publicado na Internet, são utilizadas ferramentas que permitem uma verificação automática dos pontos de verificação.

Análise Automática

O site da Função Pública seleccionado esta semana foi o site do Governo Regional da Madeira.
Governo Regional da Madeira

A ferramenta utilizada para análise automática foi o Hera.

Resultados:

Sumário dos Resultados
Resultados Análise Automática

Pontos correctos:

Ponto 5.4

  • Prioridade 2:

Se uma tabela for utilizada para formatar uma página, não utilize qualquer notação de estrutura para efeitos de formatação visual.

Tabelas para maquetar: Há 34 tabelas que não usam células de cabeçalho (<th>).

  • Prioridade 3:

Ponto 9.5Defina teclas de atalho para links importantes (incluíndo os que se encontram nos mapas de imagem client-side), controlos de formulário, e grupos de controlos de formulários.

Atalhos de teclado: Proporcionam-se 6 atalhos de teclado (atributo “accesskey”).

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Pontos incorrectos:


  • Prioridade 1 se a funcionalidade é importante e não se encontra noutro local de forma redundante e acessível; caso contrário, Prioridade 2

Ponto 8.1

Faça com que os elementos programáveis tais como scripts e applets sejam directamente acessíveis ou compatíveis com tecnologias de apoio.

Scripts: Utilizam-se eventos dependentes do dispositivo e não existem eventos redundantes.

  • Prioridade 2:

Ponto 3.2

Crie documentos validando a notação com a gramática formal publicada.

DTD: A página NÃO se encontra validada de acordo com a gramática .

CSS: O código das folhas de estilo contém erros.

Ponto 3.3

Use folhas de estilo para controlar a disposição dos elementos na página e a forma de os apresentar.

Elementos de apresentação: Utilizam-se 2 elementos HTML para controlar a apresentação.

Propriedades de apresentação: Utilizam-se 211 atributos HTML para controlar a apresentação.

Ponto 3.4

Use unidades relativas em vez de absolutas nos valores dos atributos da linguagem de notação e valores das propriedades das folhas de estilo.

Unidades absolutas em HTML: Encontraram-se unidades absolutas nos atributos dos elementos que compõem as tabelas.

Ponto 3.5

Use os elementos cabeçalho (<H1>…<H6>) para transmitir a estrutura dos documentos e utilize-os de acordo com as especificações.

Cabeçalhos (h1-h6): Não se usam cabeçalhos.

Ponto 6.4

No caso dos scripts e dos applets, certifique-se que os eventos que o manipulam funcionam independentemente do dispositivo de entrada. (Este ponto inclui o 9.3).

Manipuladores de evento: Utilizam-se eventos dependentes do dispositivo e não existem eventos redundantes.

Ponto 9.3

No caso dos scripts, especifique manipuladores de eventos por software em vez de manipuladores de eventos dependentes de dispositivos.

Manipuladores de evento: Utilizam-se eventos dependentes do dispositivo.

Ponto 10.2

Até que os agentes do utilizador suportem associações explicitas entre os rótulos e os controlos de formulário, para todos os controlos com rótulos implicitamente associados, certifique-se que os rótulos se encontram apropriadamente posicionados.

Etiquetas: Há 4 controlos de formulário que devem levar etiquetas mas não há nenhum elemento “label”. HERA utiliza os serviços do validador do W3C para verificar a sintaxe do código hipertexto da página. Se o resultado for indefinido, utilize o icone para abrir a página do validador.

Ponto 11.2

Evite o uso de notação obsoleta das tecnologias do W3C.

Elementos obsoletos: Utilizam-se 1 elementos obsoletos em HTML 4.01.

Atributos obsoletos: Utilizam-se 225 atributos obsoletos em HTML 4.01.

Ponto 12.4

Associe explicitamente os rótulos aos respectivos controlos.

Etiquetas: Não há etiquetas para os controlos.

  • Prioridade 3:

Ponto 4.3

Identifique o idioma principal do documento.

Idioma principal: Não se indica o idioma principal do documento.

Ponto 10.4

Até que os agentes do utilizador consigam manipular controlos vazios correctamente, inclua caracteres predefinidos de preenchimento nas caixas de edição e nas áreas de texto.

Controlos vazíos: Há 2 controlos vazios que não incluem caracteres por defeito.

Ponto 10.5

Até que os agentes do utilizador consigam distinguir links adjacentes, inclua caracteres não-linkados, circundados por espaços, entre os links adjacentes.

Links adjacentes: Há 20 casos de links adjacentes que não contêm caracteres imprimíveis não enlaçados entre eles.

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Pontos a verificar:

  • Prioridade 1:

Ponto 1.1

Forneça um equivalente textual para todo o elemento não textual. Pode ser feito através do atributo “alt”, ou “longdesc” ou no conteúdo do elemento. Isto abrange: imagens, representações gráficas de texto, incluindo símbolos, regiões de mapas de imagem, animações, como é o caso dos GIFs animados, applets e objectos programados, arte ASCII, painéis/frames, programas interpretáveis, imagens utilizadas em listas como sinalizadores de pontos de enumeração, espaçadores, botões gráficos, sons (reproduzidos com ou sem interacção do utilizador), ficheiros de áudio independentes, pistas áudio de vídeo e trechos de vídeo.

Imagens: Verifique que os textos alternativos, nas 139 imagens da página, resultam adequados.

Botões gráficos: Verifique que os textos alternativos dos 1 elementos <input type=”image”> resultam adequados.

Scripts: Verifique se os 12 elementos <script> encontrados no corpo do documento requerem a utilização dos elementos <noscript> para proporcionar conteúdos alternativos.

Ponto 2.1

Certifique-se de que toda a informação transmitida com base na cor se encontra também disponível sem cor.

Cores: Verifique que não existe informação transmitida apenas pela cor.

Ponto 4.1

Identifique claramente quaisquer alterações de idioma no texto de um documento, incluindo os equivalentes textuais (caso das legendas das imagens e de outros elementos).

Mudanças de idioma: Verifique que todas as mudanças de idioma se encontram correctamente identificados. Deve valorar-se positivamente o uso de atributos como “hreflang” e “charset” para indicar o idioma e o jogo de caracteres no qual se apresentarão os conteúdos enlaçados.

Ponto 5.1

Nas tabelas de dados, identifique as linhas e as colunas que constituem os cabeçalhos.

Tabelas de dados: Há 34 tabelas com 285 células de dados e nenhuma célula de cabeçalho (<th>). Verifique se há tabelas de dados, onde deverão ser identificados correctamente os cabeçalhos.

Ponto 5.2

Nas tabelas de dados que têm dois ou mais níveis lógicos de linhas ou colunas de cabeçalhos use notação para associar células de dados e células de cabeçalhos.

Tabelas complexas: Há 34 tabelas sem células de cabeçalho. Verifique se há tabelas de dados complexas, com vários níveis lógicos de cabeçalhos, que requerem atributos para associar células de dados e de cabeçalhos.

Ponto 6.1

Organize os documentos de forma a que os mesmos sejam passíveis de serem lidos sem o uso das folhas de estilo. Quando um documento HTML é apresentado sem a folha de estilo a que está associado, deve ser, mesmo assim, possível ler o documento.

Folhas de estilo: Verifique se é possível ler o documento quando é interpretado sem as folhas de estilo associadas.

Ponto 6.3

Certifique-se que as páginas são usáveis quando scripts, applets, ou outros objectos programáveis se encontram desactivados ou não são suportados. Se isto não for possível, forneça informação equivalente numa página alternativa acessível.

Links: Verifique se a URI dos links são recursos válidos e não, por exemplo, uma função de javascript.

Scripts: Verifique que a página pode ser usada, mesmo quando se desactivam os 21 scripts.

Ponto 7.1

Evite concepções que possam provocar intermitência do ecrã, até que os agentes do utilizador possibilitem o seu controlo.

Intermitência de ecrã: Verifique que não se provocam intermitências no ecrã através de scripts ou outros elementos de programação.

Ponto 11.4

Se, depois de todos os esforços, não conseguir criar uma página acessível, forneça um link para uma página alternativa que use as tecnologias W3C na sua versão acessível, com informação equivalente (ou com as mesmas funcionalidades), que seja actualizada tantas vezes quantas as páginas inacessíveis (originais).

Páginas alternativas: Se a página não é acessível, verifique que se proporciona um link para uma página alternativa acessível.

Ponto 14.1

Use linguagem clara e o mais simples possível apropriada ao conteúdo do sítio Web.

Linguagem: Verifique que se utiliza a linguagem mais clara e fácil adequada ao conteúdo do sítio Web e perceptível pelo utilizador alvo.

  • Prioridade 2:

Ponto 2.2

Certifique-se que as combinações das cores de fundo e do texto, fornecem um contraste suficiente quando visualizados por alguém que tenha défices de percepção de cor ou quando a mesma é visualizada num ecrã a preto e branco. (Prioridade 2 para imagens, prioridade 3 para textos).

Contraste de cores: Verifique que o contraste da cor entre fundo e primeiro plano (em textos e imagens) resulta suficiente.

Ponto 3.1

Sempre que existir uma linguagem com notação apropriada, use a notação em vez das imagens para transmitir a informação.

Imagens: Se existe uma línguagem de programação apropriada verifique que não se utilizam imagens para transmitir essa mesma informação.
Ponto 3.6

Faça uso da correcta notação para as listas (<ul>…<ol>) e para os seus pontos de enumeração (<li>).

Listas: Não se utiliza(m) listas. Certifique-se se há conteúdos da página que devam apresentar-se como uma lista de elementos.
Ponto 3.7

Use a notação correcta para citações (<Q> para citação curta e <BLOCKQUOTE> para citação longa, normalmente superior a três linhas). Não utilize a notação de citação para formatar efeitos visuais tais como tabulação/entalhe.

Citações: Na página não se utilizam elementos para identificar as citações curtas (<q> ou longas <blockquote>). Leia a página e certifique-se que não se fazem citações que devam ser marcados correctamente.

Ponto 5.3

Não deve usar tabelas para formatar páginas a não ser que a tabela faça sentido quando em formato linear. Caso contrário, se a tabela não fizer sentido, forneça um equivalente alternativo (o qual poderá ser uma versão linear).

Tabelas para maquetar: Verifique que o conteúdo das tabelas têm sentido quando se apresentam de forma linear.

Ponto 6.5

Certifique-se que o conteúdo dinâmico é acessível ou forneça uma apresentação ou página alternativa.

Scripts: Verifique que os conteúdos dinâmicos gerados pelos 21 scripts se encontram acessíveis.

Ponto 7.2

Evite concepções que possam provocar o piscar (modificação do conteúdo em intervalos constantes) do conteúdo das páginas, até que os agentes do utilizador possibilitem o seu controlo.

Flashes: Verifique que não se provocam flashes no conteúdo da página através de imagens, scripts ou outros elementos de programação. (script: 21)

Ponto 7.3

Enquanto os agentes do utilizador não permitam congelar o movimento do conteúdo, não use movimento nas páginas.

Movimentos na página: Verifique que não se provocam movimentos na página através de imagens, scripts ou outros elementos de programação. (script: 21)

Ponto 7.4

Não crie páginas de reiniciar periódicamente automáticas, até que os agentes do utilizador possibilitem interromper o processo.

Reiniciar página: Verifique se os elementos de programação se utilizam para reiniciar automaticamente a página.

Ponto 7.5

Não use a notação para redireccionar páginas automaticamente até que os agentes do utilizador disponham da capacidade para interromper o processo. Em vez disso, aconselha-se a configurar o servidor para executar esse redireccionamento.

Re-direccionamento automático: Verifique se os elementos de programação se utilizam para re-direccionar automaticamente a página.

Ponto 10.1

Não provocar o aparecimento de janelas de sobreposição ou outras, e não fazer com que a janela actual seja modificada sem que o utilizador disso seja informado, até que os agentes do utilizador tornem possível a desactivação de janelas secundárias.

Atributo “target”: Há 39 elementos com o atributo “target”. Verifique se se dá conhecimento ao utilizador quando se abrem outras janelas.

Elementos de programação: Verifique se os scripts e os elementos de programação em geral não geram novas janelas sem informar o utilizador.

Ponto 11.1

Use tecnologias W3C quando a mesma esteja disponível e seja apropriada para uma tarefa. Utilize as versões mais recentes, desde que suportadas.

Tecnologias do W3C: Utiliza-se uma versão actualizada da linguagem de hipertexto. Utilizam-se folhas de estilo em cascata. Verifique que se utilizam as tecnologías do W3C disponíveis.

Ponto 12.3

Divida grandes blocos de informação em grupos mais geríveis e apropriados.

Blocos de informação: Verifique que os blocos de informação se encontram divididos em grupos manipuláveis.

Ponto 13.1

Identifique claramente o destino de cada link.

Links: Verifique que os objetivos de cada link se encuentra claramente identificado.

Ponto 13.2

Forneça metadados para acrescentar informações semânticas às páginas e aos sítios Web.

Metadados: Verifique a utilização de elementos e propriedades que proporcionam metadados à página.

Ponto 13.3

Forneça informação sobre a organização geral do sítio Web (e.g. mapa do site, índice).

Mapa do sítio: Verifique visualmente se se oferece um índice de conteúdos ou um mapa do sítio.

Ponto 13.4

Use mecanismos de navegação de uma forma consistente.

Navegação: Verifique visualmente que os mecanismos de navegação se utilizam de forma consistente.

  • Prioridade 3:

Ponto 4.2

Especifique por extenso cada abreviatura ou acrónimo quando da sua primeira ocorrência num documento.

Abreviaturas e acrónimos: Verifique que se define a expansão das abreviaturas e acrónimos utilizando o atributo “title”. Para além disso, deve comprovar se se indica a expansão quando aparecem pela primeira vez no documento.
Ponto 5.5

Providencie sumários para as tabelas.

Resumos das tabelas: Há 1 tabelas, nenhuma com células de cabeçalhos. Verifique que não existem tabelas de dados que requerem o atributo “summary”.

Ponto 9.4

Crie uma sequência lógica de tabs para percorrer os links, controlos de formulários e objectos.

Ordem de tabulação: Nenhum elemento contém o atributo “tabindex”. Verifique se existe uma ordem lógica de tabulação através dos links, controlos de formulário e objectos.

Ponto 10.3

Até que os agentes do utilizador identifiquem correctamente o texto colocado lado a lado, disponibilize uma alternativa linear do texto (na página actual ou numa outra) para todas as tabelas que disponham o texto de forma paralela, ao longo dos limites das colunas.

Tabelas: Verifique se se proporciona um texto alternativo linear para todas as tabelas que apresentam o texto em colunas paralelas.

Ponto 11.3

Disponibilize a informação necessária de forma a que os utilizadores recebam os documentos de acordo com as suas preferências. Por exemplo: idioma, tipo de conteúdo, etc.

Preferências do utilizador: Verifique se se proporciona informação de forma a que os utilizadores possam receber os documentos de acordo com as suas preferências.

Ponto 13.5

Providencie barras de navegação para salientar e dar acesso aos mecanismos de navegação. De preferência faça uso de elementos de notação para listas (<ul>…<ol>) para estruturar esses mecanismos. Use CSS para lhes dar estilo.

Barras de navegação: Verifique visualmente se os elementos principais para a navegação se apresentam como uma barra de navegação.

Ponto 13.6

Agrupe links relacionados, identifique o grupo (em benefício dos agentes do utilizador) e, até que os agentes do utilizador o façam, forneça uma forma de saltar um grupo.

Links relacionados: Verifique que se agrupam os links relacionados, que se identificam os grupos e se proporcionam meios de saltar esses grupos

Ponto 13.7

Caso seja fornecida uma função de pesquisa, active diferentes tipos de pesquisa de modo a corresponderem a diferentes níveis de competências e às preferências dos utilizadores.

Funções de busca: Quando se proporcionam funções de pesquisa, verifique se se disponibilizam diferentes tipos de pesquisa para diversos níveis de categorias e preferências.

Ponto 13.8

Coloque informação diferenciada no início dos cabeçalhos, parágrafos, listas, etc.

Informação diferenciadora: Verifique que a informação diferenciadora se encontra colocada no início dos cabeçalhos, parágrafos, listas, etc.

Ponto 13.9

Providencie informação sobre colecções de documentos (i.e. documentos compostos por múltiplas páginas).

Colecções de documentos: Verifique se se proporciona informação sobre as colecções de documentos. (Há 19 elementos <link> com o atributo “rel” ou “rev”.)

Ponto 13.10

Providencie um meio de saltar por cima de múltiplas linhas em arte ASCII.

Arte ASCII: Verifique que se proporciona um meio para saltar sobre um “arte ASCII” quando éste ocupe várias linhas.

Ponto 14.2

Reforce a mensagem texto através de gráficos e/ou áudio na medida em que os mesmos facilitem a compreensão da página.

Complementos do texto: Verifique se se complementa o texto com apresentações gráficas ou sonoras.

Ponto 14.3

Crie um estilo de apresentação que seja consistente ao longo das páginas.

Apresentação: Verifique se o estilo de apresentação é consistente em todas as páginas.

Conclusão:

A verdade é que já passaram 10 anos desde que foram criadas as Directrizes para a Acessibilidade na Web, e 8 anos desde que foi redigido o Guia de Boas Práticas para os sítios Web da Administração Pública.

Na verdade, foram feitosalguns esforços para melhorar a acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência aos conteúdos publicados na Internet, principalmente aos invisuais, com ferramentas como o Jaws, um leitor de ecrã, que, pelos vistos, também já existe em castelhano; o Fire Vox, um add-on recentemente disponibilizado pelo Mozilla Firefox que também lê o ecrã, e o Opera, um browser que permite, através da desformatização das páginas, uma melhor facilidade na navegação.

Para complemento da análise automática ao site do Governo Regional da Madeira através do Hera, foi também efectuada uma análise com o Opera, utilizando o Jaws e a navegação através do teclado.

Uma experiência como estas é, na certa, catastrófica. A primeira conclusão a que cheguei foi que é mais fácil efectuar a navegação no site com a formatação. Com a página desformatada, o Jaws (quer por ser a versão demo a que tenho instalada, ou não, não lê certos conteúdos).

A solução mais eficaz para a leitura da página é mesmo CTRL + A, se bem que se perde a hierarquização da mesma.

Um outro problema com que me deparei, foi o facto de não se distinguir as categorias em que se navega, por exemplo, é complicado distinguir-se se se está num botão para um link, ou se se está num título, porque a navegação com a tecla A e a tecla D é muito confusa: por vezes não se conseguem seleccionar os links com a tecla A, mas consegue-se com a tecla D, e vice versa.

Prototipagem Medium-Fi

Nesta fase do Projecto de Ergonomia das Aplicações Multimédia, tenho em mãos 3 Protótipos Medium Fi, que serão “analisados” no decorrer desta semana por 5 utilizadores, representantes do público alvo deste projecto, ou seja, idosos.

Assim sendo, abaixo encontram-se 3 links para a visualização de cada um deles:

Os Protótipos 2 e 3 são semelhantes, sendo apenas o aspecto dos botões a única alteração de um para outro, mas pretende saber se o publico alvo irá “preferir” o botão redondinho, que convida ao click (affordances), ou os mais simples.

De notar também que, nesta fase, só estão representados apenas 5 dos 12 botões que terá o Menu, mas que são os suficientes para os primeiros testes ou “análises” do público alvo.

Alteração do Modelo Conceptual do Site

Devido a algumas complicações com a temática escolhida para o projecto desta cadeira, nomeadamente no que diz respeito à Compreensão do Espaço do Problema: O que se pretende criar, os pressupostos e as expectativas. Com a temática anterior, o que se pretendia criar ultrapassava muitas questões médicas, e muito complexas para alguém sem a devida formação na área da Saúde, pelo que decidi mudar de tema, e elaborar um site sobre Doenças e outros problemas associados à 3ª idade.

Assim, as alterações relativamente ao antigo Modelo Conceptual são essencialmente nas Metáforas: já não existe o armário ou gaveta de medicamentos, mas ícones/símbolos que representam determinada doença/problema.

O site contará com uma animação inicial que contextualizará o utilizador na sua visita: como se o utilizador chegasse a um hospital, e tivesse que “escolher a especialidade” que quer consultar/visitar.

O seguinte Diagrama de Conteúdos demonstra como será hierarquizada a informação, sendo 12 botões no Menú ( 11 doenças/problemas e 1 para Conselhos Úteis):

Diagrama de Conteúdos

O Feedback do sistema será semelhante ao descrito no Modelo Conceptual anterior: interacção com o sistema através do rato exclusivamente, resposta dos botões ao mouse over com movimento (dinamismo dos símbolos, aumento dos botões, glow) e som, nomeadamente com uma “leitura” do texto porque ,como já foi referido anteriormente, uma grande percentagem dos idosos em Portugal são analfabetos ou iliteratos.

A figura acima representada – o Médico – será o assistente que acompanhará sempre o idoso na navegação pelo site, representando aquela pessoa de confiança, que ajuda o idoso sempre que ele necessita, evitando assim que se perca na navegação.

São estas as principais alterações relativas ao Modelo Conceptual do Site.
No próximo post mostrarei a prototipagem realizada até agora.

Testes de utilizador ao site www.disturbia.com

Depois da Análise Heurística feita ao site do filme Disturbia, procedemos, em aula, a testes de utilizador com duas colegas da turma.

Tal como foi descrito na Análise Heurística, este site possui dois Menus: Um deles encontra-se à esquerda, e é um Menu mais linear. O outro Menu está “escondido”, ou seja, os botões encontram-se estrategicamente colocados na página (representada por parte do quarto do protagonista do filme Disturbia, que o site representa). Ou seja, existem dois caminhos: o mais rápido será certamente o Menu da esquerda, e o caminho mais longo será procurar/navegar na página, à procura dos botões de Menu.

A seguinte tabela ilustra as acções e os objectivos pedidos aos dois utilizadores, assim como o número de cliques, os erros cometidos e o tempo médio dispendido para cada tarefa:

Tabela testes de utilizador

Utilizador 1 – Luciana:

Para a primeira tarefa, encontrar a galeria de vídeos, a Luciana demorou 10 segundos a encontrar o botão, percorrendo o caminho mais curto, ou seja, dirigiu-se automaticamente ao Menu lateral, com dois cliques. Na segunda tarefa, a Luciana tentou encontrar o botão dos Downloads pelo caminho mais longo, navegando pela página sem recorrer ao Menu lateral mas, como não encontrou o botão, decidiu ir pelo caminho mais curto, demorando no total desta tarefa 35 segundos e 2 cliques. A terceira tarefa foi designada com um propósito especial: Tal como foi descrito na Análise Heurística deste mesmo site, um dos botões não possui legenda (o botão para a vista de 360º do quarto). Assim sendo, foi pedida esta tarefa aos utilizadores, com o objectivo de tentar perceber até que ponto as legendas dos botões são importantes para o utilizador, e quanto tempo consegue o utilizador procurar o botão até desistir (frustração). Nesta tarefa, a Luciana demorou 28 segundos, com 2 cliques, até desistir da tarefa (não encontrou, efectivamente, o botão). Na última tarefa, encontrar a opção “Registration”, a Luciana demorou 5 segundos, com apenas 1 clique. De notar que, nesta tarefa, não houve hesitação, ou seja, ela já sabia onde se encontrava este botão (reconhecimento em vez de lembrança), pois já tinha “cruzado” com ele durante o tempo decorrido na tarefa anterior.

Utilizador 2 – Sara:

Contrariamente à Luciana na primeira tarefa, a Sara navegou durante 29 segundos pela página, até que desistiu e se dirigiu ao Menu lateral (caminho mais curto), para encontrar o botão da Galeria de Vídeos, com apenas 2 cliques. Na segunda tarefa, a Sara demorou apenas 4 segundos, com apenas 1 clique. A terceira tarefa foi, certamente a mais complicada (o caso do botão sem legenda): a Sara deu 8 cliques e desistiu passados 2 minutos e 37 segundos (mais uma vez a frustração do utilizador), alegando “estou perdida”. Na última tarefa, a Sara demorou apenas 4 segundos, com 2 cliques. Curiosamente, para esta última tarefa, a Sara deciciu logo ir pelo caminho mais curto, ao Menu lateral.

Conclusões:

Através da análise à tabela, pode-se concluir que os utilizadores, apesar de serem do mesmo sexo e de pertencerem ao mesmo escalão etário, e formação académica semelhante, são diferentes. Na primeira tarefa, enquanto a Luciana decidiu ir pelo caminho mais rápido, a Sara tentou encontrar o botão pelo caminho mais longo, pois é a forma mais “entretida” de navegar neste site em questão. Para a segunda tarefa, verifica-se o contrário relativamente ao sucedido na primeira tarefa: a Luciana “apercebeu-se” que a navegação pelo caminho mais longo talvez fosse mais “divertido”, demorando mais tempo que a Sara, que por sua vez demorou apenas 4 segundos, isto porque já havia encontrado este botão durante a primeira tarefa, e na segunda tarefa já reconhecia o caminho. Na terceira tarefa, o caso do botão sem legenda, verificou-se que a Luciana foi o utilizador menos paciente, desistindo passados apenas 28 segundos. A Sara, por sua vez, “entreteu-se” à procura do botão, demorando mais de 2 minutos e meio, com 8 cliques, sendo os 5 últimos já na fase de desespero, quando se apercebeu que estava “perdida”. Na última tarefa, os resultados foram os mais idênticos entre si: foi a tarefa em que ambos os utilizadores perderam menos tempo a encontrar o botão, e isto por dois motivos diferentes: a Luciana na última tarefa, já reconhecia o caminho, e nem recorreu ao caminho mais curto, enquanto a Sara, depois da “frustração” da tarefa anterior, decidiu recorrer ao caminho mais curto (Menu lateral).

No que respeita a erros, não foram considerados, uma vez que durante os testes foram assumidos como “erros” o facto do utilizador clicar num botão que não o pretendido, o que não sucedeu.

Ficou comprovado que, de facto, os botões sem legenda no roll over, levam a uma maior confusão por parte do utilizador, levando-os a que desistam de encontrar o que pretendem, logo à sua frustração.

 

Modelo Conceptual do Projecto Final

Geriatria

O que se pretende criar
O projecto final da cadeira de Ergonomia das Aplicações Multimédia é a criação de um site informativo acerca de Medicação, especialmente concebido para responder às necessidades e capacidades das pessoas mais idosas. Este site pretende, assim, disponibilizar mais informação acerca de certos medicamentos, efeitos secundários e perigos para a própria saúde.

Importância do tema
É sabido que hoje em dia, e cada vez mais, as pessoas têm tendência para se auto-medicarem, sem terem uma noção quer dos riscos, quer dos malefícios que a prática acarreta para a saúde. E a preocupação aumenta quando se trata de idosos, uma vez que são mais susceptíveis a confundir a medicação que lhes é prescrita.

Que imagem irão ter os utilizadores sobre o sistema
A imagem do site pretende ser o mais próxima possível com a realidade, isto é, pretende explorar as Metáforas, através da representação de objectos que possam ser associados aos medicamentos, como por exemplo: “armário dos remédios”, “gaveta da mesa de cabeceira”, “prateleira da farmácia”.

Execução de tarefas
A navegação no site será feita essencialmente (senão exclusivamente mesmo) com rato, de forma a não confundir o utilizador no uso de dois tipos de hardware diferente (teclado e rato). Os botões apresentarão, obviamente, feedback do sistema, quer no roll over, como no click. Este feedback do sistema será presente a nível gráfico, com a mudança de cor, brilho ou tamanho dos botões, e também com som.
A apresentação/descrição propriamente dita dos medicamentos será feita com recurso a texto, se possível a imagem, e também a som, ou seja, será apresentada uma descrição “falada” do medicamento, para que os idosos analfabetos e/ou iliterados possam ter acesso às informação prestadas no site.

O modelo conceptual do site será baseado essencialmente em três actividades: dando instruções; manipulando e explorando e navegando. As instruções serão apresentadas sob a forma de menus, ou opções passíveis de serem seleccionadas com o rato. A manipulação será feita de acordo com os objectos que tenham uma relação de proximidade com a realidade (metáforas): as “gavetas” abertas com um click do rato, as “prateleiras” puxadas e empurradas e a “porta do armário dos remédios” aberta e fechada também com um click.

Desta forma os utilizadores novatos (leia-se, neste caso, menos familiarizados com a navegação em interfaces online), aprendem as funcionalidades muito mais rapidamente, e familiarizam-se com elas; as mensagens de erro são raramente necessárias, e por conseguinte, o utilizador não apresenta tanta ansiedade, ganha confiança e sente que controla o sistema.

Uma das desvantagens da utilização da manipulação é o facto da movimentação do rato no ecrã poder ser mais lenta do que a utilização de teclas de comando. No entanto, e é importante frisar, o público alvo deste site, os idosos, têm mais tempo, à partida, disponível, para navegar num site, e, apesar de lenta, a utilização apenas com rato é mais fácil para pessoas com necessidades, como os idosos.

Análise Heurística ao site do filme Disturbia

Disturbia

A nova proposta de trabalho é uma avaliação heurística à usabilidade de um site, tendo por base os princípios de Nielsen e Molich, utilizando a estrutura proposta por Darryn Lavery, Gilbert Cockton e Malcom Atkinson, da Universidade de Glasgow.

Assim sendo, desta vez escolhi um site diferente do analisado anteriormente. O site em questão é o site do filme Disturbia, e escolhi-o por considerar que ele explora muito bem a questão das metáforas.

Disturbia

De acordo com a estrutura proposta por Lavery, Cockton e Atkinson, a análise deve compreender os seguintes elementos:

  1. Conformance Question: O que deve o sistema fazer para satisfazer o principio em causa.
  2. Evidence of Conformance: O que não está em total conformidade e pode ser alterado para melhor satisfazer o princípio.
  3. Motivation: Quais os problemas que se tentam evitar com a conformidade ao princípio.

 

Para cada heurística, será apresentada uma análise de acordo com os elementos referidos anteriormente:

  • Visibilidade do Estado do Sistema:
  1. De que forma o utilizador recebe feedback?
  2. Este site é, definitivamente um desafio. O feedback é feito através de sombra, clara ou escura, nos botões do site, e surge uma legenda no mouse over. Esses botões são representados por objectos representativos do filme em si, e são links para outras páginas do site, por exemplo, no botão representado pela câmera de vídeo, o utilizador é transportado para uma galeria de vídeos do filme.
  3. Este site não é apenas um site informativo acerca do filme. Ele representa o ambiente do filme, e tem (também) como objectivo entreter o utilizador. Desta forma, pode-se considerar que o feedback está bem conseguido, quer através das sombras no mouse over, quer na apresentação de uma legenda identificativa da página que o utilizador vai visitar naquele link. De referir apenas um botão que não apresenta feedback, e que não consegui percepcionar se é intencional ou não (tendo em conta o tipo de site que é), que é o botão representado pelo guarda-fato do quarto. Neste botão não acontece nada no mouse-over (nem sombreado nem legenda), mas quando clicamos abre-se uma pop-up, onde o utilizador pode ver o quarto do protagonista (que serve como fundo para este site), numa perspectiva de 360º, se clicar e arrastar o rato em cima da imagem.
  • Ajuste entre o Sistema e o Mundo Real:
  1. O sistema utiliza linguagem familiar ao utilizador? Essa linguagem é apresentada de uma forma lógica e natural?
  2. Neste site a linguagem é apresentada de forma muito natural, tendo em conta, como ja foi referido, o tipo de site. A linguagem é apresentada através de determinados objectos que possuem um determinado significado. Para além destes objectos possuírem uma relaçãO so com o seu referente na realidade, as legendas providenciam o apoio verbal nessa identificação.
  3. Neste aspecto pode-se considerar o facto do site estar escrito em inglês, no entanto, o simbolismo dos objectos que representam os links é consideravelmente evidente.
  • Controlo e Liberdade do Utilizador:
  1. Pode o utilizador realizar a tarefa que pretendia realizar quando entender?
  2. A questão do controlo e liberdade do utilizador está bem resolvida neste site. Para além do Menu através dos objectos, o utilizador encontra também no canto superior esquerdo um botão de menu, que ao clicar abre, e apresenta uma lista dos links que podem ser visitados no site. Este aspecto garante uma maior eficácia para quem abrir o site no sentido apenas informativo. Para além deste menu de suporte, cada vez que o utilizador sai da página principal, existe sempre um link na parte inferior de cada página indicando o caminho de volta para a página principal. O mesmo Menu de suporte permanece sempre no lado esquerdo em todas as páginas do site.
  3. Mesmo que o utilizador se engane na acção que pretende executar, é fácil encontrar o caminho de volta, quer através do link directo de volta ao quarto do Kale (página principal), quer através do Menu do lado esquerdo.
  • Consistência e Standards:
  1. Os elementos do design, como os objectos e acções, têm igual significado ou efeito em diferentes situações?
  2. Todo o site em si mostra coerência. O design é consistente e apresenta a mesma lógica em todas as páginas. Aliás, o objectivo do site em termos de design é apresentar semelhanças com o próprio filme: o mistério e o suspense. No entanto, é complicado perceber porque algumas das páginas abrem na mesma página, e outras abrem como pop-up.
  3. O utilizador se tiver as janelas de pop up bloqueadas no seu browser, pode ser apanhado de surpresa por nalguns casos conseguir abrir as páginas, e noutros não poder ter acesso às mesmas, sendo necessário o desbloqueio de pop ups, e possivelmente ser necessária a instalação de plugins em falta, por se tratar de um site feito em Flash.
  • Prevenção de Erros:
  1. O utilizador pode cometer erros evitáveis pelo bom design?
  2. Poderá considerar-se que neste caso os erros de utilização poderiam ser evitáveis através do design. Como já foi referido anteriormente no tópico dedicado à Visibilidade do Estado do Sistema, um dos botões (o guarda-fato) não apresenta uma legenda no mouse-over. Pelo menos dois botões (a coluna de som, que, ao clicar, corta ou liga o som; e a mesa de cabeceira, junto à janela, que representa o registo no site) podem induzir o utilizador em erro, mesmo sabendo que este site tem um forte carácter de entretenimento. Não existem, também, atalhos do teclado que contribuam para a navegação deste site, nem me parece que determinadas opções estejam discriminadas (com excepção do botão do guarda-fato, que não possui legenda).
  3. As únicas questões neste site que podem levar à ineficácia do mesmo, e frustração do utilizador, são o facto de certas páginas abrirem em pop-up, e o facto de poder ser necessária a instalação de plug ins (o utilizador pode não saber desbloquear as janelas de pop-up, nem instalar plug ins em falta).
  • Reconhecimento em vez de Lembrança:
  1. Estão visíveis os elementos de design, como objectos, acções e opções? Ou o utilizador é forçado a lembrar-se da informação contida numa parte do sistema para outra?
  2. Como já foi mencionado anteriormente, em qualquer das páginas fora da página principal que o utilizador esteja, existe sempre um link de volta à página principal. O Menu listado está, também, sempre disponível no canto esquerdo, nunca permitindo que o utilizador se perca, ou tome o caminho errado.
  3. O próprio facto de, na página principal, serem utilizados símbolos de objectos representativos de determinadas funções, previne que o utilizador confunda esse botão da página, até porque estão legendados. A própria página principal do site é o Menu, e é representado por uma divisão da casa, o quarto, com semelhança ao mundo real. Este aspecto permite que o utilizador tenha mais um reconhecimento do caminho percorrido, do que propriamente lembrança.
  • Flexibilidade e Eficiência no Uso:
  1. Pode o utilizador personalizar as suas acções ou utilizar atalhos?
  2. Mais uma vez, o utilizador possui dois tipos de Menus: aquele que é apresentado através dos objectos espalhados no quarto, na página principal, ou o Menu em coluna que está sempre disponível à esquerda. Cabe ao utilizador escolher como prefere navegar na página: ou se entretem a clicar nos objectos e a descobri-los no quarto, ou dirige-se directamente ao Menu do lado esquerdo.
  3. Tal como já foi referido anteriormente, os motivos que podem levar à frustração do utilizador e ineficácia do site são as janelas de pop-up e necessidade de instalação de plug ins em falta.
  • Estética e Design Minimalistas:
  1. O site apresenta conteúdos desnecessários ou irrelevantes?
  2. Este site, em termos de design, não é minimalista.
  3. Por ser um site de um filme, ligado ao entretenimento, é tudo menos minimalista. Para além de informar o utilizador acerca do filme, o site possui conteúdos que podem ser descarregados (wallpapers, buddy icons), ou disponíveis em stream (vídeos), e o ruído que apresenta o site é propositado, não sendo por isso que o utilizador abandona a página, pelo contrário.
  • Ajuda aos utilizadores para reconhecerem, diagnosticarem e recuperarem de erros:
  1. As mensagens de erro são fáceis de perceber? Descrevem claramente o problema e apresentam soluções?
  2. Na opção de registo, caso o utilizador introduza informação incorrecta, é-lhe apresentada uma lista dos campos onde errou, permitindo ao utilizador saber que erros comete no registo. O mesmo acontece no Menu Dark Secrets, onde o utilizador pode enviar as suas experiências. Aqui, as mensagens de erro são idênticas às da opção de registo.
  3. Neste caso, sendo na opção de registo a única excepção relativamente a erros do sistema, não existe a probabilidade de erros durante a navegação.
  • Ajuda e Documentação:
  1. É fornecido algum tipo de ajuda e documentação ao utilizador? É essa informação fácil de encontrar e dirigida em especial ao utilizador?
  2. Não é disponibilizado qualquer tipo de ajuda ao utilizadordo site, com excepção, talvez, da existência de um link na opção de registo com os “terms of use“.
  3. Segundo Norman, sempre que um objecto necessita de um manual de instruções para que se possa utilizá-lo, trata-se de um mau design. Neste caso, no site em questão, não encontro necessidade para a existência de um manual de instruções.

Disturbia

Conclusão:

Este site, é, sem dúvida, um caso especial em termos de design, usabilidade e acessibilidade, e foi, definitivamente um desafio analisá-lo. Em termos de acessibilidade, o site perde um bocado na questão do feedback do sistema, deveria haver elementos sonoros que identificassem cada vez que o utilizador clicava num botão. Relativamente à usabilidade, na minha opinião, foi bem conseguido: é possível navegar no site apenas com o rato, e em relação a atalhos do teclado, esses, na minha opinião, só dificultariam em termos de usabilidade.

No que respeita ao design, ele explora muito bem a questão das metáforas: os botões com os links são representados por objectos com significado na vida real, e que por sua vez têm uma semelhança com a página que ligam, por exemplo: a página para a galeria de vídeos é representada na página principal por uma mini-câmera; a galeria de downloads de wallpapers e buddy icons é representada por imagens pregadas com pioneses num quadro de cortiça na parede do quarto, etc.

Apesar de ser um site distinto do meu projecto, será, sem dúvida, uma referência.

TMN: Um olhar crítico ao site.

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No âmbito da cadeira de Ergonomia e Aplicações Multimédia, foi analisado o site da TMN, tendo em conta os princípios da Usabilidade, e Design de Interacção.

Inicialmente seria suposto fazer uma análise empírica ao site, mas depois de esclarecido algumas dúvidas passou-se para uma análise mais aprofundada, de acordo com os conteúdos dados em aula.

O site em análise é o da operadora móvel TMN. Este não é um site direccionado apenas para um grupo restrito de pessoas. É direccionado principalmente a utilizadores da rede TMN , mas não só, independentemente da idade e/ou classe social.

A primeira impressão que o utilizador tem é uma enorme profusão de animações.

Este aspecto relaciona-se precisamente com dois dos princípios de usabilidade apresentados por Nielsen:

Princípios de Usabilidade (Nielsen)

  • Visibilidade do estado do sistema;
  • Estética e design minimalistas;

este último, no sentido em que o site sem as referidas animações, é minimalista. Os menus são representados em rectângulos, o tipo de letra é coerente, bem visível e simples em todo o site, os respectivos destaques são apresentados ou a bold ou num tom diferente do azul padrão, sempre sem exageros.

Relativamente à Visibilidade do estado do sistema, novamente com excepção das animações, o princípio foi respeitado. O fundo branco permite que o utilizador não esforce tanto a vista, logo, o utilizador poderá “ficar” no site por mais tempo. As cores utilizadas nas letras também funciona com o fundo branco, uma vez que o azul é também uma cor fresca e não agressiva.

TMN

No entanto, os cinco menus principais do site podem ser um (grande) motivo para que um utilizador menos experiente se perca:
quatro Menus na horizontal, e um Menu no lado esquerdo na vertical.

  • Controlo e liberdade do utilizador;

Neste aspecto, o utilizador possui uma certa liberdade, pois existe uma grande variedade de opções no site. No entanto, em termos de controlo, o utilizador acaba por se perder nas opções. Quando o utilizador deixa a página principal, é complicado encontrar o caminho de volta, sem recorrer ao botão “Back” no Browser, ou clicar no logo da TMN no canto superior esquerdo, que o reporta à página principal.

  • Reconhecimento em vez de lembrança;
  • Flexibilidade e eficiência no uso;

Relativamente ao princípio do Reconhecimento em vez de lembrança, como já foi referido anteriormente, é complicado ao utilizador menos frequente do site conseguir reconhecer o “trajecto” percorrido. O site é Flexível, mas por vezes pouco eficiente.

Design de Interacção

O Design de Interacção suporta uma série de factores incluindo o contexto de uso, o tipo de tarefa e tipo de utilizador. É o D.I. que orienta a usabilidade e os objectivos de utilização.

Segundo Norman, existem sete estados de acção quando é efectuada qualquer acção:

  • formar o objectivo;
  • formular hipóteses de acção;

( no golfo da execução: )

  • especificar uma acção;
  • executar a acção;
  • perceber o resultado no seu contexto;

( no golfo da validação: )

  • interpretar o resultado;
  • validar o resultado.

No chamado golfo da execução, o utilizador poderá encontrar algumas dificuldades, dada a enorme oferta de opções, quase sem uma hierarquia visível, em “decidir” onde pretende ir, isto se não for um utilizador frequente. A conclusão a que se chega neste aspecto é que o golfo da execução não é superado com facilidade.

Já no golfo da validação, o utilizador facilmente interpreta o resultado. O resultado é que poderá não ser o esperado, dadas as questões de usabilidade mencionadas anteriormente.

Os sistemas de “help” não existem neste site. Se o utilizador está perdido e não encontra o caminho de volta, a solução é “voltar à estaca zero” ao clicar no logotipo TMN no canto superior esquerdo, ou utilizar o botão “back” do browser.

TMN

Um dos princípios do diálogo presentes na norma (ISO 9241-10) é a adequação à aprendizagem.No site da TMN essa aprendizagem é superada com a realização da tarefa.

Outro dos princípios do diálogo referidos na mesma norma é a possibilidade de ser controlado. Dada a imensa informação apresentada no site da TMN, é possível formular duas hipóteses: ou o utilizador se perde entre as animações e/ou outros links nos diferentes Menus, ficando “entretido” e esquecido daquilo que pretendia fazer quando formou o objectivo de visitar o site; ou desiste perante toda esta panóplia (des)informativa, fechando o site.

Princípios do Design

O Feedback do sistema é razoável. Todos os botões têm uma determinada acção (links para outras páginas do mesmo site), no entanto, e dada a existência de cinco menus, os botões são idênticos, rectangulares, e nem todos têm uma resposta ao mouse over. No entanto, não é emitido nenhum som que identifique que a acção foi tomada, e alguns links estavam quebrados durante o período de análise do site.

Relativamente à Visibilidade, tal como ja foi referido anteriormente, o fundo branco resulta bem com o azul utilizado. No entanto, a tipografia parece-se pequena, e as animações confundem e distraem o utilizador.

Quanto aos Constrangimentos, não me parece que existam neste site… Alguns dos links estão quebrados, ou não apresentam qualquer tipo de conteúdo dentro da página, para além do Menu.

Aqui, o Design pode ser Lógico e Ambíguo, uma vez que determinadas animações são botões com links para outras páginas, e outras que são apenas animações, e não há uma distinção ou hierarquia sobre elas. Mas, o design também acaba por ser lógico, pois todos os botões de Menu são rectangulares, e não me parece que haja algum tipo de confusão no “clicar para”.

No canto inferior direito do site é visível um botão para o Mapa do Site. Este mapa não é mais do que uma lista das páginas contidas no site, sem uma ordem hierárquica aparentemente lógica. Na minha opinião, é mais fácil fazer a navegação através do mapa do site, do que através do site em si, e o Mapeamento não é, definitivamente, eficaz.

No que diz respeito à Consistência, verifica-se que é usada a mesma tipografia em todas as páginas do site (novamente com excepção das animações), os Menus funcionam da mesma forma, e em todas as páginas é necessário recorrer ao botão “Back” no Browser. Em relação às cores, o site também apresenta boa consistência: predomina o branco e o azul em todas as páginas.

Quanto às Affordances, não há muito que se possa referir neste site, para além dos botões do rato que convidam a carrega: a “mãozinha” que substitui a seta quando encontra um botão, dá a “pista” para carregar, como se, no plano físico, também carregássemos com o indicador no botão.

Nota: O browser utilizado foi o Mozilla Firefox.

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